A segurança alimentar é um tema muito vasto e que actualmente se tem ouvido falar muito
pelas autoridades e comunicação social, mas importa definir qual o seu conceito.
Genericamente pode-se descrever a segurança alimentar como “Conceito de que um género
alimentício não causará dano ao consumidor quando preparado e/ou ingerido de acordo com a
utilização prevista”.

O compromisso da União Europeia de valorização dos seus produtos através da qualidade e
não da produção em massa e sem controlo levou Portugal, assim como aos outros estados
membros, a adoptar medidas que garantissem, entre outros, a segurança dos alimentos que
ingerimos.
A ideia de que “antigamente comíamos de tudo e nada nos fazia mal…” também deve ser
pensada segundo as actuais condições. Portugal ocupa actualmente o 4º lugar na União
Europeia dos países cuja população mais consome antibióticos. Os níveis de poluição actuais e
utilização de agro-químicos na produção primária, assim como a evolução natural dos
microrganismos patogénicos às condições desfavoráveis que tentamos criar, levam a um
aumento do risco e perigosidade dos produtos alimentares quando não controlados.
A falta de tempo do consumidor actual também é um factor importante, visto por vezes ser
descurada a atenção devida ao produto alimentar na tentativa de satisfazer um consumismo
que exige resposta rápida.
O direito de exigir um produto de elevada qualidade e sem riscos para a saúde é também uma
responsabilidade e um dever de toda a cadeia alimentar. Da agricultura à casa do consumidor,
todos os intervenientes devem estar conscientes dos perigos existentes e aplicar acções que
reduzam a existência desses perigos. Disso depende que exista uma metodologia aplicada por
todos (o
plano HACCP e a rastreabilidade do processo) para que a comunicação entre os
sectores e consumidor possa ser eficiente.
No fundo, não nos podemos esquecer que todos somos consumidores, portanto, todos temos
o direito de exigir produtos alimentares seguros para nós e para os nossos.